Ilhota
é um município brasileiro do estado de Santa Catarina.
Localiza-se a uma latitude 26º53'59" Sul e a uma longitude
48º49'38" Oeste, estando a uma altitude de 15 metros. Sua
população estimada em 2004 era de 11 152 habitantes.
O atual prefeito é Ademar Feliski (PMDB).
Possui uma
área de 245,27 km2.
ILHOTA
- História
Em 1845, cinco
anos antes dos alemães trazidos por Otto Hermann Blumenau subirem
o rio Itajaí-Açú, vinte e quatro famílias
de imigrantes belgas se instalaram em terras compradas por Von Lede
e os irmãos Lebon, às margens daquele rio, a cerca de
18 quilômetros da foz. Um século e treze anos depois,
a localidade foi elevada a categoria de município, com o nome
de Ilhota.
Passagem obrigatória
para quem trafega pela rodovia Jorge Lacerda, o município de
Ilhota tem uma história marcada por altos e baixos e seu desenvolvimento
emperrado pela precária ligação entre as duas
margens do rio que separa seu território.
Houve debandada
de colonos para os municípios vizinhos. Foi a primeira baixa
registrada na população da localidade, que pertenceu
a Itajaí, depois a Gaspar, para voltar aos domínios
de Itajaí até 1958, quando conseguiu sua emancipação
política.
Em 1960, Ilhota
teve uma população de 16.500 habitantes, que diminuiu
para 8.513 nos dez anos seguintes, perdendo mais 462 moradores em
outros dez anos. Hoje a população do município
se aproxima dos 10 mil habitantes , segundo estimativa da Prefeitura,
em conseqüência da migração de paranaenses
que chegaram em busca de emprego.
Ilhota tem sua
economia baseada na exploração da terra: 57% de seu
território são ocupados pela agricultura, especialmente
na produção de arroz e banana.
O município,
é o segundo maior produtor de arroz da microrregião
da Foz do Itajaí-Açú. Ilhota também lidera
o plantio da laranja, tomate e cana-de-açúcar.
Embora estas
culturas mereçam destaque na agricultura a nível regional,
é a Refinadora Catarinense pertencente ao grupo Portobello,
o sustentáculo econômico local, responsável por
95% do retorno de ICMS. Em 1995, o município teve um crescimento
da arrecadação do ICMS bastante significativo, algo
em torno de 55,76%. O setor de confecções ganhou impulso
nos últimos três anos, e já soma quinze estabelecimentos,
em sua maioria microempresas, com destaque para a moda de praia.
Na história
do município destaca-se a luta deste município por uma
ponte sobre o rio Itajaí-Açú, que permita uma
travessia mais fácil e segura para uma parcela significativa
da comunidade. Enquanto isso, uma balsa faz a morosa ligação
entre as duas margens e ao mesmo tempo vai colecionando histórias.
A balsa, até 1965 foi um serviço privado e depois passou
para responsabilidade do DETRAN (Departamento Estadual de Trânsito).
Cerca de 70%
da área territorial de Ilhota, na qual estão as terras
mais produtivas e de onde sai toda a produção agrícola,
ficam na margem esquerda do rio. A finalização da BR-470
deu um novo impulso ao município que tem facilitada sua ligação
e escoamento da produção para os principais centros.
O município
conta com o Parque Ecológico do Morro do Baú que é
a base de pesquisas botânicas e observações ecológicas
do Herbário Barbosa Rodrigues que com a aquisição
do morro e seus arredores conseguiu, preservar uma parte da floresta
tropical atlântica baixo vale do Rio Itajaí.
Fonte:
www.amfri.org.br
A fabricação
de lingerie e de roupas de praia destacou a cidade no cenário
estadual como pólo do setor. O município possui cerca
de 50 confecções, fabrica 300.000 peças/mês,
gera 700 empregos diretos e exporta seus produtos para o Rio Grande
do Sul, Paraná, São Paulo e países do Mercosul.
Ilhota tem um dos picos mais altos da região, o denominado
Morro do Baú, que mede 819m. O lugar é um verdadeiro
patrimônio histórico e ecológico, possuindo um
horto botânico que também funciona como estação
de preservação e pesquisa, além de contar com
uma das mais belas cachoeiras do Vale do Itajaí. Oferecendo
bons locais para a prática de alpinismo, turismo ecológico
e viagens de lazer com fins culturais, o município também
é um dos melhores lugares para a prática de esportes
aéreos que não agridam a natureza, como parapente e
asa-delta. Também existem piscinas naturais e vários
pesque-pagues. Aproveitam-se também as quedas d'água
para as arrozeiras e até para uma serraria que já completou
102 anos de existência.